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Professor de Biologia, Química e física na rede Estadual e Municipal.

domingo, 9 de outubro de 2011

EXTRAINDO DNA DE MORANGO


Os morangos que consumimos são plantas da espécie Fragaria ananassa. Estas plantas são Rosáceas, ou seja, são da mesma família das rosas que enfeitam muitos jardins. Elas se reproduzem principalmente por meio do estolão, que é um ramo que cresce paralelo ao chão, gerando brotos de novas plantas. As variedades de morangos que consumimos hoje são resultado de cruzamentos de espécies diferentes que ocorriam, naturalmente na Europa (França e Rússia) e nas Américas (Chile e Estados Unidos).
Uma das razões de se trabalhar com morangos é que eles se prestam muito bem à extração de DNA, porque são muito macios e fáceis de homogeneizar. Morangos maduros também produzem pectinases e celulases, que são enzimas que degradam a pectina e a celulose  (respectivamente), presentes nas paredes celulares das células vegetais. Além disso, os morangos possuem muito DNA: eles possuem 8 (oito) cópias de cada conjunto de cromossomos (são octoplóides!). 
Materiais (por grupo): Protocolo da Aula
1 saco plástico tipo "zip loc"
2 morangos (fresco ou congelado)
15 ml de solução de extração de DNA (veja como fazer abaixo)
Aparato filtrante: 1 filtro de papel com funil ou 1 filtro de pano ou gaze
Álcool etílico gelado (pode ser álcool 70º g.l.- 96° g.l.)
1 tubo de ensaio limpo
1 bastão de vidro ou 1 palito de madeira

Preparo das soluções e outras notas sobre os materiais
O saquinho tipo "zip loc" deve ser bem espesso. Quanto mais espesso mais resistente e geralmente os saquinhos utilizados para embalar comidas no freezer são apropriados.
Os morangos podem ser frescos ou congelados. Se for usar morangos congelados, deixar descongelar completamente antes de realizar o experimento. Outras frutas macias como Kiwi ou banana podem ser usadas, mas não fornecem ao final tanto DNA.
Solução de extração de DNA (suficiente para 100 grupos)

50 ml de detergente
15 gramas de NaCl (sal de cozinha) = 2 colheres de chá
 900 ml de água (H2O), de preferência mineral
O álcool etílico (etanol) deve ser de, no mínimo, 90º g.l. e deve estar muito gelado.
Se for usar gaze, corte-a em quadrados e dobre em 2 camadas. Corte-a grande o suficiente para poder ficar presa no funil ou na boca do tubo.
 Método (ou como fazer)

1. Coloque os morangos, previamente lavado e sem as sépalas em um saco plástico
2. Esmague o morango com o punho por, no mínimo, 2 minutos.
3. Adicione a solução de extração ao conteúdo do saco.
4. Misture tudo, apertando com as mãos, por 1 minuto.
5. Derrame o extrato no aparato filtrante.
6. Deixe filtrar em um recipiente.
7. Não encha totalmente o tubo (encha somente até 1/6 do seu volume total).
8. Derrame devagar o álcool gelado no tubo, até que o mesmo esteja cheio pela metade.
9. Mergulhe o bastão de vidro ou o pau-de-laranjeira dentro do tubo no local onde a camada de álcool faz contato com a camada de extrato.
10. Mantenha o tubo ao nível dos olhos para ver o que está acontecendo.



RESULTADOS ESPERADOS

Assim que os participantes derramarem o etanol gelado no extrato de morango eles começarão a notar fitas brancas muito finas de DNA, que se formarão na interface entre as duas camadas. Agitando-se o DNA que se formou na camada de etanol, este formará fibras como as de algodão, que grudarão no objeto que se está usando para misturar.

Bibliografia:
Retirado e adaptado de:  http://carnegieinstitution.org/first_light_case/horn/DNA/BERRYteacDNA
Diane Sweeney Biology: Exploring Life, Pearson Education

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